Paraibuna Embalagens moderniza processo produtivo com implantação de Cozinha Enzimática de Amido

Compartilhe

Nova tecnologia amplia controle do processo, reduz custos operacionais e fortalece a estratégia de inovação da empresa.

A Paraibuna Embalagens concluiu a implantação de uma Cozinha Enzimática de Amido, investimento que representa um novo avanço na modernização de seu parque industrial e reforça a estratégia da empresa de ampliar a eficiência operacional, por meio da incorporação de tecnologias de maior desempenho para a fabricação de papéis destinados ao mercado de embalagens.

A nova unidade substitui o modelo convencional de preparação do amido por um sistema automatizado de conversão enzimática. Com isso, a empresa passa a utilizar amido nativo, que recebe a ação controlada de enzimas capazes de promover a hidrólise das cadeias poliméricas, ajustando a viscosidade e as características físico-químicas necessárias para sua aplicação no processo de size press.

Essa mudança tecnológica permite maior domínio sobre um dos parâmetros mais importantes da fabricação de papel: a aplicação do amido responsável pelo fortalecimento das ligações entre as fibras de celulose, fator determinante para a resistência mecânica e a uniformidade das propriedades físicas.

O amido desempenha um papel fundamental na fabricação do papel. É ele que fortalece as ligações entre as fibras de celulose, conferindo maior resistência mecânica e melhor desempenho ao produto final. Quanto maior o controle sobre a preparação e a aplicação desse amido, maior é a estabilidade do processo produtivo e a uniformidade da qualidade do papel.

A nova cozinha, com capacidade de produção de até 2.000 quilos de amido por hora, opera por meio de um sistema digital totalmente automatizado, responsável pelo controle contínuo de variáveis como temperatura, dosagem de enzimas, tempo de reação, vazão e viscosidade. Esse nível de automação proporciona maior capacidade de reprodução do processo, reduz oscilações operacionais e amplia a estabilidade da aplicação do amido nas máquinas de papel.

Com a nova Cozinha Enzimática, a Paraibuna Embalagens passa a realizar internamente a modificação do amido de forma totalmente automatizada, garantindo maior precisão no controle da viscosidade, flexibilidade para atender diferentes especificações de produção e ganhos importantes em eficiência, competitividade e sustentabilidade

Investimento amplia flexibilidade da operação

Outro diferencial da tecnologia é sua flexibilidade operacional. A nova planta permite ajustar, praticamente em tempo real, as características do amido conforme as especificações de diferentes gramaturas e aplicações, oferecendo maior capacidade de adaptação às necessidades dos clientes e contribuindo para uma qualidade ainda mais uniforme do papel produzido.

Sob o ponto de vista econômico, a tecnologia também traz ganhos relevantes. Ao realizar internamente a conversão do amido, a Paraibuna reduz a dependência de amidos previamente modificados fornecidos pelo mercado, ampliando sua autonomia produtiva e reduzindo significativamente os custos associados ao insumo.

Além da competitividade, a iniciativa também incorpora benefícios ambientais. A utilização de enzimas como catalisadores biológicos reduz a necessidade de modificações químicas convencionais, tornando o processo mais eficiente e alinhado às práticas de produção sustentável e aos princípios de melhoria contínua adotados pela empresa.

A implantação da nova planta também representa um avanço importante na segurança operacional. Enquanto o sistema anterior exigia maior intervenção manual durante a preparação do amido, a nova cozinha concentra praticamente toda a operação em ambiente automatizado, reduzindo a exposição dos operadores e aumentando o controle sobre cada etapa do processo.

Desenvolvimento de pessoas e processos

O projeto foi desenvolvido de forma integrada pelas áreas de Engenharia, Produção, Projetos, Manutenção, Automação, Utilidades, Qualidade e Suprimentos, que atuaram conjuntamente desde a concepção da solução até o startup da unidade.

Esse investimento demonstra que a inovação caminha lado a lado com o desenvolvimento das pessoas. Ao incorporar novas tecnologias, a empresa também amplia oportunidades de qualificação, fortalece o conhecimento técnico de seus colaboradores e prepara suas equipes para os desafios da indústria do futuro.

A implantação da Cozinha Enzimática representa muito mais do que a adoção de uma nova tecnologia. Ela também exigiu a formação de uma equipe dedicada, com a contratação de novos profissionais e um intenso processo de capacitação para operar um sistema altamente automatizado

Neste momento, a cozinha enzimática encontra-se na fase de operação assistida, período em que são realizados ajustes finos dos parâmetros operacionais e treinamento das equipes para consolidação da curva de aprendizagem. A expectativa é que, nos próximos meses, os indicadores de desempenho confirmem os ganhos projetados em estabilidade do processo, qualidade do papel e eficiência industrial.

A implantação da Cozinha Enzimática de Amido integra o programa permanente de modernização industrial da Paraibuna Embalagens, que vem investindo continuamente em tecnologias voltadas à automação, à otimização de recursos e ao fortalecimento de sua competitividade no mercado brasileiro de papéis para embalagens.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.