A economia circular deixou de ser apenas um conceito para se tornar uma estratégia essencial para empresas que desejam conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e impacto social. Na Paraibuna Embalagens, essa visão faz parte da história da companhia há mais de seis décadas e está presente em todas as etapas da operação, desde a reciclagem do papel até os investimentos em inovação, energia limpa e desenvolvimento das comunidades onde atua.
Entre as dez maiores fabricantes brasileiras de papéis para embalagens e papelão ondulado, a empresa consolidou um modelo produtivo baseado no reaproveitamento de recursos e na geração de valor a partir dos resíduos. Anualmente, mais de 200 mil toneladas de aparas de papel retornam ao processo produtivo, dando origem a papéis reciclados de alto valor agregado, utilizados na fabricação de embalagens recicláveis e biodegradáveis.
Um dos marcos dessa trajetória aconteceu há cerca de dez anos, quando a empresa decidiu investir na produção do White Top Liner (WTL), um papel branco reciclado utilizado em embalagens de alto padrão visual e elevada resistência.
A iniciativa nasceu a partir de um objetivo do fundador da empresa, Heitor Villela, que buscava desenvolver um papel nobre, diferenciado e produzido a partir de matéria-prima reciclada. Com investimentos em tecnologia, controle de qualidade e melhoria contínua dos processos, a Paraibuna Embalagens passou a atuar em um segmento historicamente dominado por papéis produzidos com fibra virgem.
Hoje, o WTL representa aproximadamente 5% de todas as embalagens de papelão comercializadas no Brasil e posiciona a empresa entre os principais fornecedores nacionais desse produto, atendendo clientes de diversos segmentos e portes.
Na Paraibuna Embalagens, esses atributos são monitorados durante todas as etapas da produção do papel WTL, garantindo um padrão consistente e um alto nível de qualidade.
Segundo André Domingues, coordenador de Controle de Qualidade e responsável pelas áreas de Qualidade e Assistência Técnica da empresa, embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, alvura e brancura representam medições diferentes.
As unidades industriais de Juiz de Fora (MG) e Sapucaia (RJ) fazem parte de uma cadeia produtiva diretamente conectada aos princípios da economia circular, baseada na redução de desperdícios, no reaproveitamento de materiais e na ampliação do ciclo de vida dos recursos naturais.
Esse modelo ganha ainda mais relevância diante do cenário nacional da reciclagem. Dados divulgados pela Empapel, em estudo realizado pela consultoria MaxiQuim em parceria com a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), mostram que o Brasil recuperou 4,6 milhões de toneladas de aparas de papel em 2024, alcançando um índice de recuperação de 59,1% do papel consumido no país.
Apesar do avanço, cerca de 3,2 milhões de toneladas de papéis potencialmente recicláveis ainda deixam de retornar à cadeia produtiva, principalmente em função das limitações da coleta seletiva, disponível para apenas 36% da população brasileira.
Nesse contexto, iniciativas que fortalecem cooperativas, catadores e programas de coleta seletiva tornam-se fundamentais para ampliar os índices de reciclagem e promover uma economia cada vez mais circular.
Além do reaproveitamento de fibras recicladas, a sustentabilidade também está presente nos investimentos em eficiência energética e redução das emissões.
Em 2025, a Paraibuna Embalagens tornou-se sócia do parque solar Sertão Solar Barreiras XXI, na Bahia, por meio de uma parceria com a Echoenergia, empresa do Grupo Equatorial. A iniciativa transformou a companhia em autoprodutora de energia renovável, garantindo o abastecimento integral de suas operações com energia solar.
Com capacidade instalada de 50 MW, o projeto fortalece a estratégia de transição energética da empresa, reduzindo impactos ambientais e ampliando o uso de fontes limpas de energia.
Paralelamente, a companhia iniciou seu primeiro inventário completo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas unidades de Juiz de Fora e Sapucaia. O levantamento servirá como base para futuras metas de redução de carbono e para o fortalecimento das práticas ESG.
Para a Paraibuna Embalagens, a economia circular também passa pelo desenvolvimento das pessoas.
Um exemplo é o projeto Embalando o Bem Rumo à Liberdade, realizado em parceria com a Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora. A iniciativa transforma sobras do processo produtivo do papel reciclado em sacolas e artefatos confeccionados por mulheres privadas de liberdade.
Além da geração de renda, o programa oferece capacitação profissional e remissão de pena proporcional aos dias trabalhados, criando oportunidades de reinserção social por meio do trabalho.
Outra iniciativa que reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade foi a doação de 14 mil coletores de resíduos recicláveis ao Programa Lixo Zero, da Prefeitura de Juiz de Fora.
A ação busca ampliar a coleta seletiva no município e fortalecer as associações de catadores. Atualmente, Juiz de Fora recolhe cerca de dez toneladas diárias de materiais recicláveis, embora estudos apontem potencial para atingir aproximadamente cem toneladas por dia.
Ao contribuir para o fortalecimento da coleta seletiva, a empresa amplia a disponibilidade de matéria-prima reciclável e estimula o desenvolvimento de toda a cadeia da reciclagem.
O avanço do comércio eletrônico, da logística e da busca por alternativas mais sustentáveis tem impulsionado o mercado de embalagens de papel em todo o mundo.
Segundo o diretor da Divisão Ondulados da Paraibuna Embalagens, Atala Trepichio, o setor ainda apresenta amplo potencial de crescimento no Brasil.
O papelão ondulado ainda tem muito a crescer no Brasil. Em países europeus, o consumo per capita é muito superior ao nosso. Há uma compreensão maior sobre a utilização do papel e sobre a necessidade de substituir materiais menos sustentáveis.
Atala Trepichio, diretor da Divisão Ondulados da Paraibuna Embalagens
Ao combinar expansão industrial, inovação tecnológica, uso de energia renovável, fortalecimento da reciclagem e iniciativas de impacto social, a Paraibuna Embalagens demonstra que a economia circular vai muito além do reaproveitamento de materiais. Ela representa um modelo de desenvolvimento capaz de gerar valor para o negócio, para a sociedade e para o meio ambiente, contribuindo para a construção de um futuro cada vez mais sustentável.