Reciclagem: Um ciclo produtivo, socioambiental e econômico:

Reciclagem: Um ciclo produtivo, socioambiental e econômico:

Falar de reciclagem parece algo repetitivo. Pode até ser no que diz respeito ao discurso, porque na prática ainda é algo que precisa ser frisado com muita veemência. Hoje, ainda, existem 65% dos municípios brasileiros que nãotêm coleta seletiva e quanto menor a cidade, menor ou pior é essa regulamentação. Estima-se que no Brasil há uma produção de 600 gramas a um quilo de lixo por pessoa.

Alertar sobre a importância e reafirmar seu compromisso com a reciclagem sempre foi o propósito da Paraibuna Embalagens, indústria que tem unidade em Juiz de Fora/MG e Sapucaia/RJ. Mensalmente a empresa recicla 8 mil toneladas de aparas que se transformam em papel, matéria-prima para diversos segmentos. 150 mil árvores por mês deixam de ser derrubadas. 100% do papel e papelão que são produzidos pela Paraibuna Embalagens são reciclados, recicláveis, biodegradáveis e compostáveis.

Cerca de 46% do papel produzido e comercializado no Brasil é reciclado e volta para a cadeia produtiva, desse total, 80% é destinado para fazer embalagens. O papel pode ser reciclado inúmeras vezes. Esses são dados que mostram a importância de se fomentar cada vez mais a coleta seletiva doméstica e municipal, bem como, fortalecer o trabalho dos catadores e cooperativas, como a forma mais eficaz e econômica de aumentar a quantidade e a qualidade das aparas de papel e papelão ondulados e a geração de emprego e renda. “Eu estimo que hoje 30 por cento de todas aparas que entram na fábrica de papel têm origem nessa catação de rua e das cooperativas de recicláveis. As vendas online cresceram muito e cada vez mais as embalagens estão sendo enviadas para as residências. Uma grande quantidade de material que era recuperado em loja está indo para as casas, por isso os sistemas de coleta precisam ser mais eficientes do que são hoje. As cooperativas precisam atuar de uma forma muito mais forte para que a gente não perca esse material. É preciso melhorar muito, também, os sistemas municipais de coleta seletiva, se não vamos ter uma perda de material muito importante”, afirma Pedro Villas Boas, consultor, proprietário da Anguti Estatística e Presidente Executivo da ANAP – Associação Nacional dos Aparistas de Papel.

A reciclagem tem um grande papel na economia circular, que prega o reaproveitamento máximo de produtos descartados ou resíduos, materiais e outros componentes. A reciclagem é parte do ciclo com o recolhimento, a separação e a transformação dos resíduos em matéria-prima para diversos produtos que voltam para a sociedade em forma de novos produtos, como tubetes para papel higiênico, sacolas, caixas, etc. Além de fomentar a economia, evita o desperdício e o meio ambiente se beneficia com a redução dos resíduos descartados. “Sempre teremos como foco fomentar a reciclagem, mesmo porque fazemos parte desse ciclo em vários momentos, desde quando recebemos as aparas, passando pela confecção do papel, depois das caixas e recebendo tudo isso de volta. Também acreditamos que ela é uma grande geradora de valores econômicos, sociais e ambientais, com foco sempre no catador, elo fundamental nesse processo”, afirma Mário Henrique Gerente de Marketing e Comercial da Paraibuna Embalagens.

A responsabilidade socioambiental da Paraibuna Embalagens está presente no dia a dia empresa com o Programa Interno de Coleta Seletiva que visa orientar todos os colaboradores, visitantes e terceirizados sobre a forma correta do descarte dos resíduos, bem como, transpõe os muros de suas unidades. “A gente sempre disponibiliza cestos coletores para reciclagem para instituições, empresas, escolas, prefeituras, universidades, ou seja, para quem nos procura. Faz parte de nossa cultura fomentar e estimular as pessoas sobre a educação ambiental e acreditamos que isso começa nas escolas. Antes da pandemia, e vamos continuar depois, recebíamos a visita de alunos, íamos às escolas para falar sobre reciclagem, além disso, buscamos sempre fortalecer o papel dos catadores de recicláveis com contribuições diversas”, conclui Mário Henrique.

 

 

Notícias Relacionadas